Empreendedorismo

Como determinar a validade dos alimentos? Confira nossas dicas!

setembro 15, 2020

Ficar atento à validade dos alimentos é mais do que uma obrigação para todos os empreendedores que trabalham com a comercialização desse tipo de produto: trata-se de um compromisso com a saúde dos seus consumidores.

Afinal, não respeitar as validades, desrespeitar medidas de higiene na produção e desconsiderar as características de perecibilidade de cada alimento pode trazer problemas sérios à saúde e a à segurança dos seus clientes.

Além dessa questão relacionada à saúde, não tomar esses cuidados pode ser bastante negativo para a imagem da sua empresa: imagine, por exemplo, os seus clientes terem uma intoxicação alimentar por causa de um produto seu? Na verdade, um único cliente passando mal já é o suficiente para acabar com a confiança dos compradores. Veja, então, as nossas dicas para evitar que isso aconteça!

Saiba como determinar a validade dos alimentos

Como você viu, o prazo de validade é fundamental não apenas para garantir a segurança dos seus clientes, como também para aumentar a credibilidade da sua marca.

Acredite: pouco vai adiantar investir em uma marca bacana e uma identidade bem apresentada em embalagens modernas ou ecológicas se estiverem faltando nelas dados importantes para o consumidor, como os ingredientes e a validade daquilo que ele vai consumir.

Lembre-se de que os consumidores estão cada vez mais atentos ao que comem, e é preciso oferecer as informações que eles buscam — além, é claro, de essa ser a sua obrigação como empresa de alimentos.

Consulte o que dizem os órgãos sanitários sobre prazos de validade

É importante ressaltar que os prazos de validade são essenciais para mostrarem por quanto tempo determinado alimento vai se manter seguro para o consumo.

Entre os fatores que são considerados para a determinação dese tempo, estão a contaminação por decomposição, os nutrientes ali existentes e as características organolépticas (o sabor, o odor e a cor, por exemplo).

Provavelmente, mesmo sendo um excelente profissional, você não tem em mente quanto cada ingrediente pode durar — muito menos misturados em uma receita e depois que passaram por algum processo de cocção e resfriamento.

Uma boa forma de embasar as suas atitudes, garantir a segurança dos seus consumidores e trabalhar de acordo com a lei é consultar (e acompanhar sempre) o que dizem os órgãos sanitários sobre esses prazos de validade.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, por exemplo, oferece um guia on-line completo para transmitir essa orientação aos profissionais.

Entenda os diferenciais de cada produto

Entre tudo aquilo que pode influenciar no prazo de validade de um alimento, podemos destacar:

  • as características dos ingredientes;
  • o armazenamento desses insumos;
  • os métodos de preparo do alimento;
  • a qualidade das matérias-primas.

Certamente, você, como confeiteiro, já sabe que alguns ingredientes merecem mais a sua atenção do que outros. Apesar de todos os alimentos serem perecíveis por natureza, alguns podem durar muitos meses em seu estoque sem se deteriorarem, enquanto outros precisam de resfriamento e consumo rápido.

E por falar em estoque, tenha sempre em mente que, por mais que alguns alimentos possam durar bastante, eles precisam de um bom local de armazenamento para manterem as suas propriedades. Mantê-los em um local limpo, seco e ao abrigo da luz é uma indicação das embalagens que deve ser seguida à risca.

Fique atento também a outras particularidades que cada tipo de produto pode apresentar, como a necessidade de ser refrigerado ou congelado, a sua duração após ter a embalagem original aberta, se ele pode ser retirado dessa embalagem etc.

Estabeleça um protocolo de testes

Sempre que um novo alimento é desenvolvido em uma grande empresa, muitos testes são realizados, e eles vão muito além de detectar a preferência do consumidor pelo sabor queijo ou presunto.

Para definir o prazo de validade, por exemplo, são avaliados os prazos em que os produtos permanecem adequados para o consumo.

Para fazer esse teste em sua confeitaria, não é necessária uma grande estrutura: monte o seu produto final, embalado, exatamente da forma que você o entrega para o cliente.

Armazene as embalagens assim como recomenda que os consumidores façam (se em local seco, refrigerado etc.). A partir daí, vá retirando as porções com o passar dos dias, e avaliando as características de sabor, odor, textura etc.

Um bolo, por exemplo, começa a ficar seco a partir de quantos dias? Se tem recheio de frutas, ele começa a estragar em quanto tempo?

Além de fazer essas análises organolépticas, é fundamental separar amostras para realizar análises físico-químicas e microbiológicas. Afinal, estamos falando sobre a saúde dos seus consumidores e todo cuidado é pouco: um alimento aparentemente seguro pode já ter iniciado um processo de deterioração prejudicial ao organismo humano.

Conheça as normas da vigilância sanitária

Além da sua responsabilidade e bom senso, a lei também vai determinar as suas ações em relação aos prazos de validade dos seus produtos. Todo alimento que é embalado na ausência do consumidor, por exemplo, deve seguir as normas da RDC Nº 259/2002, da Anvisa.

Ainda segundo a Anvisa, se um produto é embalado na frente do consumidor, ele não precisa de data de validade, bem como outros alimentos:

  • frutas e hortaliças frescas;
  • vinhos e bebidas alcoólicas que contenham 10% ou mais de álcool;
  • vinagre;
  • açúcar sólido;
  • sal de qualidade alimentar (exceto o sal enriquecido);
  • alimentos isentos por regulamentos técnicos específicos;
  • produtos de panificação e confeitaria que são, em geral, consumidos dentro de 24h;
  • produtos de confeitaria à base de açúcar (como balas, caramelos, gomas de mascar e pastilhas).

Também existem legislações referentes a cada estado: em São Paulo, por exemplo, a Portaria 269 determina que os produtos de panificação e confeitaria devem ficar sob refrigeração de, no máximo, 5ºC, por um período máximo de cinco dias.

Como você pôde observar, as regras para o prazo de validade dos alimentos são fundamentais, mas também podem ser complexas. Se você tiver dificuldades, uma boa dica é pedir ajuda para um profissional de nutrição, que pode orientá-lo e determinar esses dados de acordo com a sua produção.

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